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António Góis

Livros, Autores e tudo à volta

António Góis

Livros, Autores e tudo à volta

João Tordo, manual de sobrevivência de um escritor

Avatar do autor António Góis, 11.04.20

Partindo das suas memórias do ofício, João Tordo esboça neste livro uma espécie de manual para todos aqueles que se interessam pelo mundo da escrita, sejam escritores a dar os primeiros passos ou leitores curiosos.

João Tordo, Manual de Sobrevivência de um Escrit

   Misturando humor e pragmatismo, memórias de vida e conselhos úteis, o autor abre as portas da sua actividade e da sua relação com a literatura e a vida a todos aqueles que experimentam a magia da ficção.
Esta viagem pelos meandros de um ofício que recusa deixar-se ensinar — e de muitas das suas vertentes e consequências, como a técnica, o enredo, as personagens, a edição, a crítica, o fracasso, a sobrevivência — é também uma incursão no lado mais íntimo de um escritor entregue à sua mais dilacerante paixão. Este volume percorre os autores, a tradição e o processo que fazem um autor, mas é também uma confissão dos tempos difíceis, das angústias e das dúvidas que assaltam sem piedade tanto os jovens escritores como os mais experimentados.
Manual de Sobrevivência de um Escritor é uma aventura pelo lado menos conhecido de uma forma de arte que encanta a Humanidade desde os seus primórdios. Com coragem e humildade, com ironia e sinceridade, João Tordo conduz-nos nesta viagem, cujas páginas gostariam de ser um guia (ou um amparo) para os amantes de literatura.

Nas livrarias a partir de 26 de maio

 

Quem escreve os livros de James Patterson?

Avatar do autor António Góis, 08.04.20

É um dos escritores mais bem pagos do mundo, lançando em média dez novos títulos todos os anos. Mas, afinal quem escreve os livros de James Patterson?

Quem escreve os livros de James Patterson.png

O assunto não é novo. Sempre existiram autores que apenas assinam os livros, sendo os mesmos escritos por outros. A novidade aqui, é mesmo haver um autor que o admita.

James Patterson sempre admitiu não ser ele a escrever os Best Sellers que saem para o mercado com o seu nome. Avança que a ideia normalmente é dele (diz ter guardadas religiosamente cerca de quinhentas ideias para romances), escreve uma sinopse da mesma, cerca de cinquenta páginas, e depois passa aos colaboradores (tem cerca de vinte) para que escrevam o livro.

Já publicou um livro escrito a quatro mãos com Bill Clinton ( O Presidente Desapareceu, Alfred A. Knopf e Little, Brown & Co, 2018 ) e apareceu também em episódios das series Os Simpsons e Castle, a interpretar o seu próprio papel.

Em Portugal, James Patterson é mais conhecido pelas séries de livros sobre o seu personagem Alex Cross e pela série Private, isto apesar de existirem por cá outros livros seus publicados.

Como disse atrás, o assunto não é novo. Alexandre Dumas (1802 - 1870) o escritor de Os Três Mosqueteiros e O Conde de Monte Cristo, já utilizava este esquema para a feitura dos seus folhetins. Há até quem afirme que Os Três Mosqueteiros, foi todo ele escrito por August Maquet. Na sua época áurea, Dumas contou com mais de cinquenta escribas que desenvolviam as histórias dos seus folhetins.

Na actualidade, escritores como Nicholas Sparks, Nora Roberts e Danielle Steel, são por vezes também acusados de utilizar o mesmo esquema, embora nenhum deles jamais tenha confessado que o fazia..

E em Portugal?

Em Portugal, muito se falou há uns anos atrás, de que o jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos tinha por detrás dele uma equipa de redactores que lhe escrevia os livros. A notícia, no entanto, sempre foi desmentida pelo próprio.

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