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António Góis

Livros, Autores e tudo à volta

António Góis

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Sherlock Holmes na Pastelaria Suiça

Avatar do autor António Góis, 23.05.20

Na verdade, Sherlock Holmes nunca esteve na pastelaria Suíça, a não ser na minha imaginação. Nunca Arthur Conan Doyle fantasiou transportar o detective do 221de Baker Street, até ao nosso País à beira-mar plantado. Até porque esta fantasia literária se passa em outubro de 1930, precisamente no ano da morte do autor.

Sherlock Holmes na pastelaria suiça.jpg

    Mas o que fazia então Sherlock Holmes em Portugal, mais precisamente na pastelaria Suíça em outubro de 1930?

Muito simples! Fora contratado para desvendar o misterioso desaparecimento do mago ocultista, Aleister Crowley, que acontecera no mês anterior na boca do inferno. Durante quase todo o mês de outubro permaneceu em Portugal, seguiu o rasto de Crowley no nosso país, contactou com Fernando Pessoa, cujo papel em toda a história era meio obscuro, e encontrava-se quase diariamente com um jornalista português (Reporter X?) na pastelaria Suíça para trocar impressões sobre o caso.

Mais à frente no decorrer da história, saberemos evidentemente quem contratou Sherlock Holmes para investigar o caso, assim como o porquê de Pessoa ser considerado suspeito.

Ficaremos a par também da entidade do jornalista português que o auxilia na narrativa. Para já, ficamos a saber que Sherlock Holmes, para além de frequentar a pastelaria Suíça quase diariamente, deu também diversas voltas pelo Chiado no encalço do poeta, e visitou Cascais e o Estoril por diversas vezes. Interessou-se pela história do País, e visitou monumentos e museus.

De entre os apontamentos que ia rabiscando, existiam diversas reflexões sobre algumas figuras históricas portuguesas. Visitou também a livraria Bertrand do Chiado, onde adquiriu uma edição de O Mistério da Estrada de Sintra, de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão.

Em fase de escrita

O Caso Aleister Crowley - António Góis